https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/issue/feed Barricadas: Revista de Filosofia e Interdisciplinaridade 2026-02-04T23:32:32-03:00 Francisco Vale Lima, Jorge Machado, Cléver Luiz Fernandes, Márcio Javan Camelo de Lima barricadas@ufma.br Open Journal Systems <p>Publicação do Curso de Licenciatura em Ciências Humanas/Sociologia – Centro de Ciências de Bacabal.</p> <p>A Barricadas: Revista de Filosofia e Interdisciplinaridade é um periódico que surge com o desafio de ser um espaço de debate filosófico e interdisciplinar entre a Filosofia e as Ciências Humanas, Ciências Sociais e Ciências Naturais.</p> <p>ISSN 2675-8369</p> <p>Periodicidade: Semestral</p> <p>A Revista adota o sistema de publicação contínua e as contribuições são recebidas em fluxo contínuo.</p> https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/article/view/26973 Escutar os mortos com os olhos 2025-11-13T16:28:53-03:00 Lucas Vinicius Correa Rodrigues lucascorrea000@usp.br <p><strong>Resumo: </strong><span style="font-weight: 400;">Este artigo revisita a proposta historiográfico-filosófica de Victor Delbos à luz do imperativo formulado por Roger Chartier de “escutar os mortos com os olhos”. Ao focalizar em textos fundamentais de 1917-18, o artigo apresenta as respostas de Delbos às questões centrais: o que se entende por filosofia?&nbsp; (1)&nbsp; o que é a história da filosofia? (2) qual é o seu método? (3). Parte-se da concepção de Delbos segundo a qual a filosofia nasce da “angústia da verdade”, como esforço de totalização do conhecimento e de resposta ao enigma do espírito humano. Para ele, a história da filosofia não é mera arqueologia, mas uma forma de ressurreição intelectual, capaz de articular as obras filosóficas como expressões parciais de uma interioridade ideal do espírito humano. Essa perspectiva culmina em sua proposta de um “animismo metafísico”, em que os sistemas filosóficos revelam não somente ideias, mas a vida interior de seus autores. O artigo mostra ainda como a concepção de história da filosofia de Delbos — centrada na reversibilidade entre filosofia e sua história.&nbsp;</span></p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Lucas Vinicius Correa Rodrigues https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/article/view/26728 CHANTAL MOUFFE E O MODELO AGONÍSTICO DE DEMOCRACIA 2025-10-28T19:02:18-03:00 Vinícius Defillo Pintor viniciuspintor@ymail.com <p><span style="font-weight: 400;">A filósofa Chantal Mouffe dedicou sua obra à construção do que nomeou como “modelo agonístico de democracia". Ela considera sua teoria como a de uma democracia radical e plural, sendo capaz de combater relações de opressão vigentes. No entanto, o presente artigo coloca em xeque tal suposto caráter progressista da produção intelectual da autora, especialmente no que diz respeito aos seus escritos no século XXI. Argumenta que por trás do verniz radical, há uma proposta conservadora na qual os agonismos não passam de conflitos domesticados, contendas restritas por regras que fazem com que os embates acabem colaborando muito mais com a manutenção do </span><em><span style="font-weight: 400;">status quo</span></em><span style="font-weight: 400;"> do que forças potencialmente transformadoras da realidade social.</span></p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Vinícius Defillo Pintor https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/article/view/26309 ARTES DA EXISTÊNCIA E CUIDADO DE SI 2025-11-13T16:46:33-03:00 KLEYDE VILASBÔAS kleydejomara@yahoo.com.br <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar uma análise sobre a ética do cuidado de si, objeto de reflexão presente na obra História da Sexualidade, mais especificamente (<em>vol</em>. <em>II Uso dos Prazeres</em>) de Michel Foucault, em suas investigações sobre a civilização greco- romana, no período do século VI ao IV a. C, no qual a atividade sexual foi constituída como campo moral, experiência ética efetivada, a partir de um conjunto de técnicas relativas ao bom uso dos prazeres e da virtude da temperança (FOUCAULT, 1984). Em outras palavras, buscamos entender, como se constitui o sujeito virtuoso e temperante, no uso de seus prazeres, discutindo sobre as práticas do indivíduo consigo mesmo, sua maneira de ter esses prazeres dentro de uma cultura baseada nos preceitos da <em>epimeleia heautou</em>, do cuidado de si.</p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 KLEYDE VILASBÔAS https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/article/view/27794 FILOSOFIA DA PSICOLOGIA Questões históricas 2025-11-26T09:12:07-03:00 Dilson Brito da Rocha dilsondarocha@gmail.com <p>Neste estudo temos o objetivo de rastrear o itinerário histórico pelo qual atravessou a psicologia, em vistas a elucidação de seus fundamentos filosóficos, <em>conditio sine qua non</em> para uma visão panorâmica sobre essa que se tornou uma disciplina acadêmica. Ocorre que, a psicologia, desde tempos mais remotos, foi abarcada pela filosofia, não obstante, dado a instância positivista, se fez premente que ela se emancipasse da filosofia, a fim de agenciar um estatuto próprio e, <em>a fortiori</em>, passasse no projeto moderno de ciência. Neste senso, alguns teóricos se incumbiram dessa tarefa, tendo um resultado exitoso. De qualquer maneira, as axiomáticas bases filosóficas da psicologia são imprescindíveis para esse campo enquanto área de pesquisa, bem como para a psicologia aplicada.</p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Dilson Brito da Rocha https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/article/view/26362 A CRIAÇÃO DE UM POVO 2025-10-14T09:03:55-03:00 Matheus Oliveira docente.matheus.olvr@gmail.com <p>Este artigo explora o conceito de "mito fundador" e sua relação com a construção da identidade nacional, destacando como os mitos, enquanto narrativas simbólicas e culturais, moldam e legitimam sistemas de poder e controle. Ao discutir o mito como uma construção que ultrapassa os limites da simples representação histórica, o texto aborda como ele serve para consolidar a visão de uma sociedade homogênea e monolítica, apagando as múltiplas realidades e experiências dos povos marginalizados, especialmente os afro-brasileiros e indígenas. A partir da análise crítica do pensamento de Marilena Chauí e outros teóricos, o artigo examina o perigo da "história única", proposta por Chimamanda Ngozi Adichie, que silencia outras narrativas em favor de uma versão única e dominante da história. O mito fundador, ao mesmo tempo que origina e mantém uma identidade nacional, reflete a imposição de um poder que apaga as diversas formas de existir e viver, estabelecendo uma história oficial que perpetua a exclusão e a opressão.</p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Matheus Oliveira https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/article/view/26721 A EDUCAÇÃO ESTÉTICA DO HOMEM DE SCHILLER 2025-10-28T18:58:54-03:00 Joao Caetano Linhares joao.caetano@ufma.br Bartolomeu dos Santos Costa tstbartolomeu@gmail.com <p class="western" lang="pt-BR" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;">Este artigo busca identificar e discorrer sobre elementos que permitem apontar </span><span style="color: #000000;"><em>A Educação Estética do Homem</em></span><span style="color: #000000;">, de Friedrich Schiller, para além de somente um ensaio sobre a </span><span style="color: #000000;"><em>Estética</em></span><span style="color: #000000;">, mas também um manifesto político. Para esse objetivo, recorreu-se à revisão bibliográfica da própria obra citada acima: Schiller (2002), e outras como Barbosa (2004); Gadamer (1997); Gadamer (2002), bem como, a alguns artigos que tratam do tema em questão. À guisa de conclusão, a partir do pressuposto de que há a necessidade da contextualização histórica para a compreensão e interpretação de um texto, e do conceito de </span><span style="color: #000000;"><em>Fusão de Horizontes, </em></span><span style="color: #000000;">de Gadamer, percebe-se que a obra enseja dar algumas respostas no sentido de resolver teoricamente os problemas políticos e sociais resultantes dos ideais iluministas e, por conseguinte, da </span><span style="color: #000000;"><em>Revolução Francesa</em></span><span style="color: #000000;">. Desse modo, configurando-se, também, como um manifesto político do autor como resposta às suas insatisfações frente aos acontecimentos político-sociais do seu tempo.</span></span></span></p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Joao Caetano Linhares, Bartolomeu dos Santos Costa https://cajapio.ufma.br/index.php/barricadas/article/view/28656 EDITORIAL 2026-02-04T19:12:25-03:00 Francisco Vale Lima francisco.vale@ufma.br JORGE LUIZ FEITOZA MACHADO jlf.machado@ufma.br CLEVER LUIZ Fernandes clever.fernandes@ufma.br MARCIO Javan Camelo de Lima marcio.camelo@ufma.br 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Francisco Vale Lima; JORGE LUIZ FEITOZA MACHADO, CLEVER LUIZ Fernandes, MARCIO Javan Camelo de Lima