Perfil clínico e epidemiológico de pacientes com fígado transplantado em hospital universitário do Maranhão
Resumo
Introdução: O transplante hepático vem crescendo cada vez mais como única alternativa terapêutica em muitos casos de doença hepática. Objetivo: descrever o perfil clínico e epidemiológico de pacientes transplantados hepáticos no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, entre julho de 2018 e junho de 2024. Métodos: A pesquisa foi retrospectiva, descritiva e transversal, baseada na análise de prontuários, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: A amostra foi composta por 21 pacientes, predominantemente homens (57,14%) e com média de idade de 55,19 anos. A principal indicação para o transplante foi o Carcinoma Hepatocelular (47,62%), seguido por hepatopatia alcoólica e viral (33,33% cada). A hipertensão arterial sistêmica foi a comorbidade mais comum (52,38%). O tempo médio de espera foi de 100 dias, com uma média de 23,05 pontos no MELD (Modelo para Doença Hepática Terminal) pré-transplante. O tempo médio de isquemia fria foi de 334,2 minutos e o de isquemia quente, 51 minutos. As complicações pós-operatórias mais frequentes foram injúria renal aguda (61,90%) e infecções bacterianas, como pneumonia e infecção de corrente sanguínea (42,85%). A taxa de óbito imediato até 120 dias após o transplante foi de 42,85%, sendo as principais causas não funcionamento por disfunção primária do enxerto (44%) e trombose da artéria hepática (33%). Conclusão: Houve, portanto, elevada ocorrência de complicações e de óbito relacionado ao THx em HUUFMA. Vale ressaltar que neste estudo, todos os pacientes com não funcionamento por disfunção primária de enxerto ou trombose de artéria hepática evoluíram para óbito.
Palavras-chave: Transplante Hepático, perfil clínico e epidemiológico.
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