Pop’Deleuze
fora do clichê imperial
DOI:
https://doi.org/10.18764/2447-6498v8n1.2022.4Palavras-chave:
Popular, Sociedade de controle, Simulacro, Império, EsquizoanáliseResumo
É possível filosofar de um modo popular? Para compor o que se entende por popular procura-se responder essas questões partindo de uma maneira coloquial de se trabalhar: consultas ao verbete. A fim de definir o popular em suas articulações e desarticulações com a filosofia, segue-se a perspectiva da Diferença de Gilles Deleuze. Mostrar o que vem a ser a pop’philosophie implica considerar as atuais configurações da sociedade de controle colocadas no livro Império de Hardt e Negri. Numa breve retomada dos pressupostos críticos se coloca o problema da banalidade contemporânea imiscuída aos conceitos filosóficos e sua relação com os devires e os modos de resistência expressos na multidão. Compreende-se, então, que é na afirmação dos simulacros que se resiste. Resistir é criar, produzir uma filosofia que devém em arte, para um povo de não-filósofos que necessita pensar.
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