EDUCAÇÃO ESPECIAL, O LONGO CAMINHO: da antiguidade aos nossos dias
Mots-clés :
Educação Especial – História – InclusãoRésumé
RESUMO: O objetivo deste artigo consiste em analisar o caminho percorrido pela educação especial, desde a Antiguidade até a atualidade. Sob este enfoque, a evolução do processo de inclusão da pessoa com deficiência perpassa quatro fases bem definidas: a fase da exclusão; da segregação; da integração e da inclusão. Na Antiguidade, prevaleceu a absoluta exclusão da pessoa com deficiência. Com o surgimento do Cristianismo, as pessoas com deficiência passaram a ser percebidas como merecedoras de cuidados e atenção especial, não obstante sua marginalização. Na Idade Média, embora tivessem começado a escapar do abandono, permaneceram à margem da sociedade, necessitando da caridade humana para sobreviver. No decorrer da Idade Moderna, o advento do método científico suscitou novas concepções sobre a deficiência, que passou a ser interpretada como um infortúnio natural. No início da Idade Contemporânea, as instituições principiaram a se preocupar com sua escolaridade. Contudo, somente em 1990, durante a Conferência Mundial de Educação Para Todos, afirmou-se a garantia dos direitos fundamentais na área de educação, independentemente das particularidades de cada criança atendida. No Brasil, o processo de inclusão das pessoas com deficiência principiou no século XIX, entretanto, somente a partir de 1993, iniciou-se movimentos em favor da inclusão escolar. Convêm salientar que o Estado de Santa Catarina, ainda na década de 1950, implementou serviços de educação especial na rede regular de ensino. Conclui-se que a compreensão desse contexto histórico permite aprofundar conceitos e novos aspectos que permeiam a educação especial na atualidade.
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