As práticas pedagógicas no processo de alfabetização na Primeira República (1889-1930)
DOI:
https://doi.org/10.18764/2526-6160v24n1e24555Palavras-chave:
práticas pedagógicas, alfabetização, Primeira RepúblicaResumo
Neste artigo examina-se as práticas pedagógicas no processo de alfabetização na Primeira República no Brasil, buscando-se pistas para compreender o papel dos métodos de ensino tendo em conta a sua historicidade; alfabetização que se foi limitada à decodificação de letras e palavras, expandiu-se para incluir a compreensão, interpretação e produção de textos. Visa-se analisar práticas e métodos de ensino nos processos da alfabetização como ferramenta política e nacionalizadora, que foi prevista nos documentos normativos no período, enfatizando-se identificar desafios e contributos para a concretização de uma educação de qualidade. Utiliza-se o método histórico na investigação, auxiliando-nos nas pesquisas bibliográfica e documental: na primeira, ao explorar-se concepções sobre alfabetização (Mortatti, 2004; Cagliari, 1999), estratégias de ensino (Delors, 1996; Roldão, 2009) e ideologias em relação à docência (Gadotti, 2006; Aranha, 2001); na segunda, referenciando registros educacionais e materiais pedagógicos a fim de compreender os contextos sociais, políticos e culturais que ecoaram nas práticas pedagógicas no Brasil: a análise das estratégias de ensino propostas na Primeira Conferência Interestadual de 1921 tomada como fonte histórica, revela a importância da inovação da prática pedagógica e da modernização do ensino que enfatiza a aprendizagem ativa, a contextualização dos conteúdos e a formação cívica. Evidencia-se a necessidade de aprimorar métodos de ensino e a colaboração entre as esferas federal e estadual para erradicar o analfabetismo; trajetória da alfabetização como processo de transformação constante influenciado por mudanças sociais, culturais e legislativas, que aponta para a sua evolução em função das necessidades e desafios no universo da escola.
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