Histórias de leitores improváveis: séculos XIX e XX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18764/2178-2229v32n1e24943

Palavras-chave:

história da leitura, cultura escrita, Brasil, século XIX, século XX

Resumo

O artigo tem como principal objetivo analisar, com base em quatro diferentes casos, como indivíduos e grupos sociais tornaram-se leitores(as), apesar de marcados por pertencimentos que, nos contextos em que viveram - séculos XIX e XX no Brasil -, teriam pouca probabilidade de alcançar essa condição. Operando com a noção de “jogos de escalas”, a análise baseia-se, predominantemente, em pesquisas realizadas anteriormente e em dados secundários. Apoia-se em referenciais da História Cultural e da História da Cultura Escrita. Os casos analisados mostram a relevância de algumas instâncias para que a “improbabilidade” ocorresse, como escola, família, cidade, trabalho, religião e movimentos sociais. Revelam, ainda que, embora tendam a predominar, entre os “leitores improváveis”, usos pragmáticos da leitura, também estão presentes a fruição estética e literária. Evidenciam, por fim, que a mudança na escala de observação na análise realizada permitiu confirmar e, ao mesmo tempo, complexificar o que outros estudos têm constatado. 

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Biografia do Autor

Ana Maria de Oliveira Galvão, Universidade Federal de Minas Gerais

Professora Titular da Universidade Federal de Minas Gerais. Mestra e doutora em Educação pela UFMG, pós-doutora pela Universidade Federal de Pernambuco, realizou programas de professor visitante sênior na Northern Illinois University, Estados Unidos, e na Universidade Nova de Lisboa, Portugal.
E-mail: anamariadeogalvao@gmail.com

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Publicado

2025-03-24

Como Citar

GALVÃO, Ana Maria de Oliveira.
Histórias de leitores improváveis: séculos XIX e XX
. Cadernos de Pesquisa, p. 1–25, 24 Mar 2025 Disponível em: https://cajapio.ufma.br/index.php/cadernosdepesquisa/article/view/24943. Acesso em: 4 abr 2025.

Edição

Seção

Dossiê:Lugares de resistências, saberes e práticas escolares na História da Educ

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