A transposição do Método Castilho de Portugal para o Brasil
DOI:
https://doi.org/10.18764/2178-2229v32n1e25964Palavras-chave:
método Castilho, modelos pedagógicos, educação no Brasil, História da EducaçãoResumo
Este artigo tem o objetivo de analisar a circulação do método Castilho no Brasil, em dois territórios, o pedagógico e o educativo. O primeiro é compreendido como aquele em que a ideia sobre a proposta educativa circulou; e o segundo, onde o mesmo foi adotado. Para a sua escrita, recorremos à imprensa, relatório de inspetores da instrução pública e, principalmente, às cartas trocadas entre o poeta português e Gonçalves Dias com o imperador Pedro II, tratando da Leitura Repentina. Um dos resultados, deste estudo é que o Método de Castilho foi adotado em vários territórios educativos, em especial na Província de Pernambuco e no Município Neutro, Rio de Janeiro, pelo quantitativo dos professores que ministraram aulas e abriram escola em vista dessa proposta pedagógica. Concluímos que os debates
sobre os processos de ensino no Brasil no oitocentos, as maneiras pelas quais ocorreu a transposição de modelos pedagógicos de outros países, no caso particular, do Método Castilho, e as disputas entre os seus defensores e críticos são campos férteis de estudos a serem realizados pelos historiadores da educação de Portugal e do Brasil.
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