Decolonizing the periphery
experiences and practices of Coletivo Perifala (Teresina-PI)
DOI:
https://doi.org/10.18764/2358-4319v16n3.2023.54Keywords:
youth collectivism, decoloniality, actions on urban peripheryAbstract
In this work, I present the social action of Perifala Collective, a group of young students of social philosophy who acts in Teresina-Piauí periphery. The objective is to analysis Perifala’s social practice in the light of decolonial theory, thus showing how its actions break with the pattern of power, knowledge and being imposed by the colonial-modern structure. Methodologically, a critical discourse analysis (FAIRCLOUGH, 2016) of Perifala’s social practice was carried out by analysing the narratives of an interviewed collective member, as well as the collective posts on Facebook and Instagram. Among the results, I highlight Perifala as an agent of questioning and transformation of hegemonic social structures, especially acting to an academic knowledge decentralization, by placing the urban periphery at the core of discussions and the subjects’ social action. Therefore, they act directly in confronting the coloniality of knowledge, power and being.
Downloads
References
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Jandaíra, 2020.
ARAÚJO, Cláudio Márcio de; OLIVEIRA, Maria Cláudia Santos Lopes de; ROSSATO, Maristela. O sujeito na pesquisa qualitativa: desafios da investigação dos processos de desenvolvimento. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 33, p. 1-7, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ptp/a/chGpCqDwPprVkbyDXKXqWGj/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 fev. 2022.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues; ASSUMPÇÃO, Raiane. Cultura rebelde: escritos sobre a educação popular ontem e agora. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2009.
CARLOS, Ana Fani Alessandri. Segregação socioespacial e o “direito à cidade”. GEOUSP, São Paulo, v. 24, n. 3, p. 412-424, set./dez. 2020. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/177180/166548. Acesso em: 15 fev. 2022.
CASTRO-GÓMEZ, Santiago; GROSFOGUEL, Ramón. Prólogo. Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago; GROSFOGUEL, Ramón (org.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007.
COIMBRA, Kary Emanuelle Reis; MORAIS, Maria Dione Carvalho de. Coletivismo juvenil em Teresina: desenhando um panorama a partir das mídias sociais Instagram e Facebook. Simbiótica, Vitória, v. 7, n. 3, p. 161-195, jul./dez. 2020.
Disponível em: https://periodicos.ufes.br/simbiotica/article/view/33699. Acesso em: 15 jan. 2022.
COIMBRA, Kary Emanuelle Reis. Pedagogias decoloniais em ações culturais de coletivos e coletivas juvenis de Teresina. 2022. Tese (Doutorado em Políticas Públicas) – Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2022. Disponível em: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=11691877. Acesso em: 22 fev. 2023.
CONNEL, Raewyn. A iminente revolução na teoria social. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 27, n. 80, out. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/ZZZqDf3h5FwNbfCMQ66jPqF/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 jan. 2022.
COSTA, Bárbara Regina Lopes. Bola de neve virtual: o uso das redes sociais virtuais no processo de coleta de dados de uma pesquisa científica. Revista Interdisciplinar de Gestão Social, Salvador, v. 7, n. 1, p. 15-37, jan./abr. 2018. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/rigs/article/view/24649. Acesso em: 15 jan. 2022.
CUNHA, Marcelo Perini Peralta. O pixo como ato político. 2019. Dissertação (Mestrado em Arquitetura – Projeto e Cidade) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019.
DISCUSSÃO do texto: “A máscara” de Grada Kilomba, 2019. Teresina, 18 nov. 2019. Instagram: @perifala_. Disponível em: https://www.instagram.com/p/B5AtvQsFRoH/. Acesso em: 15 fev. 2021.
DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade: conferências de Frankfurt. Petrópolis: Vozes, 1993.
DUSSEL, Enrique. Oito ensaios sobre cultura latino-americana e libertação. Trad. Sandra Tarbaucco Valenzuela. São Paulo: Paulinas, 1997.
FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social. 2. ed. Brasília: Universidade de Brasília, 2016.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
FBSP. Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020, São Paulo, ano 14, 2020. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/anuario-14/. Acesso em: 22 abr. 2021.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. 3. ed. São Paulo: edições Loyola, 1996.
FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. 39. ed. Rio de Janeiro; São Paulo: Paz e Terra, 2018.
GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais na contemporaneidade. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 16, n. 47, p. 333-361, maio/ago. 2011.
GONZÁLEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flávia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
GROSFOGUEL, Ramón; ONESKO, Gabriel. A complexa relação entre modernidade e capitalismo: uma visão descolonial. Revista X, Curitiba, v. 16, n. 1, p. 6-23, 2021. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/78186. Acesso em: 22 abr. 2021.
HORI, Paula. Os coletivos urbanos da cidade de São Paulo: ações e reações. In: ECONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM PLANJAMENTO URBANO E REGIONAL, 27., 2017, São Paulo. Anais […]. São Paulo: ENANPUR, 2017.
IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Atlas da Violência 2020. Brasília: IPEA, 2020. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/download/24/atlas-da-violencia-2020. Acesso em: 22 abr. 2021.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogá, 2019.
LARRUSCAHIM, Paula Gil; SCHWEIZER, Paul. A criminalização da pixação como cultura popular na metrópole brasileira na virada para o século XXI. Revista de Direitos e Garantias Fundamentais, Vitória, v. 15, n. 1, p. 13-32, jan./jun. 2014.
Disponível em: https://sisbib.emnuvens.com.br/direitosegarantias/article/view/650/200. Acesso em: 22 abr. 2021.
LEFEBVRE, Henri. A revolução urbana. 3. reimp. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
MIGNOLO, Walter. Postoccidentalismo: el argumento desde América Latina. In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago; MENDIETA, Eduardo (coord.). Teorías sin disciplina: latinoamericanismo, poscolonialidad y globalización en debate. México: Miguel Ángel Porrúa, 1998.
MIGNOLO, Walter. La idea de América Latina: la herida colonial y la opción decolonial. Gedisa: Barcelona, 2007.
MIGNOLO, Walter. Desobediencia epistémica: retórica de la modernidad, lógica de la colonialidad y gramática de la descolonialidad. Argentina: Ediciones del Signo, 2010a.
MIGNOLO, Walter. Aiesthesis decolonial. Calle 14 Revista de Investigación en el campo del arte, Bogotá, v. 4, n. 4, p. 10-25, jan./jun. 2010b.
MONASTERIOS, Sylvia. Arte ou ocupação? O grafitti na paisagem urbana de São Paulo. 2011. Dissertação (Mestrado em Educação, Arte e História) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2011.
NASCIMENTO, Abdias. O genocídio negro brasileiro: processo de racismo mascarado. São Paulo: Perspectivas, 2016.
NJERI, Aza. O Sol da nossa humanidade e a educação pluriversal. In: FRANÇA, Rodrigo; RAYMUNDO, Jonathan. Pretagonismos. Rio de Janeiro: Agir, 2022.
NOVO PERFIL | Perifala. Teresina, 15 set. 2019. Instagram: @perifala_. Disponível em: https://www.instagram.com/p/B2bvduWFeGz/. Acesso em: 15 fev. 2021.
PASTI, Renato; OLIVEIRA JR., Gilson Brandão. Qual quilombo? O pensamento pós-colonial e decolonial na reelaboração simbólica dos quilombos. Revista de História da UEG, Porangatu, v. 8, n. 1, e811908, jan./jun. 2019. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/8533/6690. Acesso em: 22 abr. 2021.
PEREZ, Olivia Cristina; SILVA FILHO, Alberto Luís. Coletivos: um balanço da literatura sobre as novas formas de mobilização da sociedade civil. Latitude, Maceió, v. 11, n. 1, p. 255-294, 2017. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/2812/pdf_1. Acesso em: 22 abr. 2021.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal. Das linhas globais a uma ecologia dos saberes. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, ed. 79, v. 3, p. 71-94, nov. 2007.
SANTOS, Boaventura de Sousa; MENDES, José Manuel. Prefácio. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENDES, José Manuel (org.). Demodiversidade: imaginar novas possibilidades democráticas. Belo Horizonte: Autêntica, 2018. (Epistemologias do Sul)
SPIVAK, Gayatri C. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
VIEIRA, Ângela Oliveira; FAÇANHA, Antônio Cardoso. Ocupações urbanas em Teresina no contexto da luta por moradia: o caso da Vila Irmã Dulce. Revista da Casa da Geografia de Sobral, Sobral, v. 19, n. 1, p. 22-42, jul. 2017. Disponível em: https://rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/282/303. Acesso em: 22 abr. 2021.
WALSH, Catherine. Introducción: lo pedagógico y lo decolonial: entretejiendo caminos. In: WALSH, Catherine (org.). Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Equador: Abya-Yala 2017. t. 1. (Pensamiento Decolonial.)
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2023 Revista Educação e Emancipação

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Declaração de Responsabilidade e Transferência de Direitos Autorais
Como condição para a submissão, os autores devem declarar a autoria do trabalho e concordar com o Termo de Transferência de Direitos Autorais, marcando a caixa de seleção após a leitura das cláusulas):
- Certifico que participei da elaboração deste trabalho;
- Não omitir qualquer ligação ou acordo de financiamento entre os autores e instituições ou empresas que possam ter interesses na publicação desse trabalho;
- Certifico que o texto é original isento de compilação, em parte ou na íntegra, de minha autoria ou de outro (os) autor (es);
- Certifico que o texto não foi enviado a outra revista (impressa ou eletrônica) e não o será enquanto estiver sendo analisado e com a possibilidade de sua publicação pela Revista Educação e Emancipação;
- Transfiro os direitos autorais do trabalho submetido à Revista Educação e Emancipação, comprometendo-me a não reproduzir o texto, total ou parcialmente, em qualquer meio de divulgação, impresso ou eletrônico, sem que a prévia autorização seja solicitada por escrito à Revista Educação e Emancipação e esta a conceda.

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.










