Los usos del concepto de blanquitud para una educación antirracista en Brasil
DOI:
https://doi.org/10.18764/2358-4319v17n1.2024.8Palabras clave:
blanquitud, educación antirracista, decolonialidadResumen
Este artículo tiene como objetivo defender la relevancia de comprender la blanquitud como categoría analítica para la implementación de una educación antirracista en Brasil. Con base en el marco teórico descolonial, buscamos demostrar la importancia de trasladar las problematizaciones raciales de las víctimas del racismo a las personas que disfrutan de privilegios derivados de las jerarquías raciales. Así como exponer la supuesta superioridad, desde la universalización colonial, que antecede a la racialización de los cuerpos. Se discuten autores destacados en el campo de los estudios críticos de la blanquitud, como Cida Bento, Lia Schucman y Lourenço Cardoso. Finalmente, analizamos que son bienvenidos los enfoques pedagógicos que propongan insertar este debate, sobre todo si hay una perspectiva estructural que no esencialice las identidades. De esta forma, es posible enfrentar las desigualdades incrustadas en la sociedad brasileña, rechazando los discursos superficiales sobre la “diversidad” y, sobre todo, negando la blanquitud como norma.
Descargas
Citas
ALMEIDA, Sílvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019. E-book.
BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, [S. l.], n. 11, p. 89–117, 2013. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/rbcp/article/view/2069. Acesso em: 22 jun. 2022.
BENTO, Maria Aparecida Silva. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. E-book.
BRASIL. Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 30 ago. 2012. Disponível em: planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm. Acesso em: set. 2022.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm#:~:text=LEI%20No%2010.639%2C%20DE%209%20DE%20JANEIRO%20DE%202003.&text=Altera%20a%20Lei%20no,%22%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. Acesso em: jan. 2024.
BRASIL. Plano Nacional de Educação (PNE). Lei nº 13.005, de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação — PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2014, Disponível em: https://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014. Acesso em: 28 maio 2023.
BRASIL. Lei nº 14.723, de 13 de novembro de 2023. Altera a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, para dispor sobre o programa especial para o acesso às instituições federais de educação superior e de ensino técnico de nível médio de estudantes pretos, pardos, indígenas e quilombolas e de pessoas com deficiência, bem como daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio ou fundamental em escola pública. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 14 nov. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14723.htm. Acesso em: 24 jan. 2024.
CARDOSO, Lourenço. A Branquitude Acrítica Revisitada E A Branquidade. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 6, n. 13, p. 88–106, jun. 2014. ISSN 2177-2770. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/152. Acesso em: 15 jun. 2022.
CARDOSO, Lourenço. O branco “invisível”:um estudo sobre a emergência da branquitude nas pesquisas sobre as relações raciais no Brasil (Período: 1957-2007). 2008. Dissertação (Mestrado) — Faculdade de Economia e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2008.
CARDOSO, José Carlos. Ações afirmativas no ensino superior entre desafios e acertos — Copene Sul. In: Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as) da Região Sul (COPENE-Sul), 5., 2021, Criciúma. [Vídeo on-line]. Criciúma, 2021. Disponível em: Ações afirmativas no ensino superior entre desafios e acertos — Copene Sul — YouTube. Acesso em: maio 2023.
CARTA CAPITAL. "O racismo é uma problemática branca", diz Grada Kilomba. Carta Capital, Política, 30 jun. 2016. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/201co-racismo-e-uma-problematica-branca201d-uma-conversa-com-grada-kilomba/. Acesso em: 20 maio 2023.
CASTRO-GÓMEZ, Santiago. Decolonizar la universidad. La hybris del punto cero y el diálogo de saberes. In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago Castro-Gómez; GROSFOGUEL, Ramón. El giro decolonial: Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores, Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos, Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007. Disponível em: https://www.uv.mx/veracruz/cosustentaver/files/2015/09/14-castro-descolonizar-la-universidad.pdf. Acesso em jul. 2020. p. 85-89.
CÉSAIRE, Aimé. Discursos sobre o colonialismo. Traduzido por Claudio Willer. São Paulo: Veneta, 2020.
CURIEL, Ochy; GENEROSO, Lídia Maria de. Crítica pós-colonial a partir das práticas políticas do feminismo antirracista. RTH, Goiânia, v. 22, n. 2, p. 231–245, 2020. Disponível em: https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/58979. Acesso em: 16 nov. 2022.
DOTY, Roxanne Lynn. Imperial encounters: the politics of representation in North-South relations. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1996.
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Traduzido por Serafim Ferreira. Lisboa: Ulisseia, 1961.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Traduzido por Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.
FAUSTINO, Deivison Mendes. A emoção é negra, a razão é helênica? Considerações fanonianas sobre a (des)universalização do “Ser” negro. Tecnologia e Sociedade, v. 9, n. 18, 2013. Universidade Tecnológica Federal do Paraná Curitiba, Brasil.
FAUSTINO, Deivison Mendes. Por que Fanon? Por que agora?: Frantz Fanon e os fanonismos no Brasil. 2015. Tese (Doutorado) — Centro de Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2015.
FAUSTINO, Deivison Mendes. Fanon era marxista? Contribuições a um debate que nem deveria existir. Esquerda Online, 25 set. 2020. Disponível em: https://esquerdaonline.com.br/2020/09/25/fanon-era-marxista-contribuicoes-a-um-debate-que-nem-deveria-existir/. Acesso em: 24, jun. 2022.
FERES JÚNIOR, João. A atualidade do pensamento de Guerreiro Ramos: branquidade e nação. Caderno CRH, v. 28, n. 73, p. 111–125, jan. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ccrh/a/SMkX3HB7SDnWr39wqgbbVDs/abstract/?lang=pt#. Acesso em: 20 maio 2023.
GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolisli: Vozes, 2017.
GOMES, Thais Bonato. Movimento estudantil secundarista brasileiro por uma educação pública de qualidade. In: Josiane Rose Petry Veronese (Org.). Lições de Direito da Criança e do Adolescente. Porto Alegre: Editora Fi, 2022. v. 2.
GROSFOGUEL, R. Giro Decolonial: Reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana; Instituto Pensar, 2007.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: episódios do racismo cotidiano. Traduzido por Jess Oliveira. Rio De janeiro: Cobogó, 2019. E-book.
LIMA, Fernanda da Silva; SILVA, Karine de Souza. Teorias Críticas e Estudos Pós e Decoloniais à brasileira: Quando a Branquitude acadêmica silencia raça e gênero. Empório do Direito, 22 jun. 2020. Disponível em: https://emporiododireito.com.br/leitura/teorias-criticas-e-estudos-pos-e-decoloniais-a-brasileira-quando-a-branquitude-academica-silencia-raca-e-genero. Acesso em: 23 jun. 2022.
LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos Feministas, Florianópolis, n. 22, v. 3, p. 935-952, set./dez. 2014.
MALDONADO-TORRES, Nelson; A topologia do Ser e a geopolítica do conhecimento: modernidade, império e colonialidade. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, [Online], v. 80 | 2008, publicado a 01 outubro 2012, consultado a 10 fevereiro 2023. URL: http://journals.openedition.org/rccs/695 ; DOI: https://doi.org/10.4000/rccs.695 2008.
MEMMI, Albert. Retrato do colonizado precedido de retrato do colonizador. Tradução de Marcelo Jacques de Moraes. Rio De Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
MOURA, Clóvis. Cem anos de Abolição do Escravismo no Brasil. Revista teórica, política e de informação, São Paulo, n. 15, maio 1988.
NERIS, Natália. A Voz e a Palavra do Movimento Negro na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988): um estudo das demandas por direitos. 2015. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Direito) – Programa de Mestrado Acadêmico da Escola de Direito de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2015.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LADNER, Edgardo (Org.) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Colección Sur Sur, CLACSO, p. 117-138, set. 2005.
RAMOS, Alberto Guerreiro. Patologia social do "branco" brasileiro. In: RAMOS, Alberto Guerreiro. Introdução crítica à sociologia brasileira. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1995.
RESTREPO, Eduardo; ROJAS, Axel. Inflexión decolonial: Fuentes, conceptos y cuestionamientos. Popayán, Colombia: Editorial Universidad del Cauca, 2010.
SCHUCMAN, Lia; CARDOSO, Lourenço. APRESENTAÇÃO DOSSIÊ BRANQUITUDE. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 6, n. 13, p. 05-07, jun. 2014. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/146. Acesso em: 15 jun. 2022.
SCHUCMAN, Lia Vainer. Entre o "encardido", o "branco" e o "branquíssimo": raça, hierarquia e poder na construção da branquitude paulistana. 2012. Tese (Doutorado) — Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
SILVA, Leonildo Severino da; GÓES, Emanuelle Freitas. O "Branco na Branquitude" e o "Branco Antirracista". Revista da ABPN, v. 13, n. 35, p. 521-533, 2021.
SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Preface. In: Göran Olsson (Diretor). Concerning Violence. Produção: Final Cut for Real, 2014.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Revista Educação e Emancipação

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Declaração de Responsabilidade e Transferência de Direitos Autorais
Como condição para a submissão, os autores devem declarar a autoria do trabalho e concordar com o Termo de Transferência de Direitos Autorais, marcando a caixa de seleção após a leitura das cláusulas):
- Certifico que participei da elaboração deste trabalho;
- Não omitir qualquer ligação ou acordo de financiamento entre os autores e instituições ou empresas que possam ter interesses na publicação desse trabalho;
- Certifico que o texto é original isento de compilação, em parte ou na íntegra, de minha autoria ou de outro (os) autor (es);
- Certifico que o texto não foi enviado a outra revista (impressa ou eletrônica) e não o será enquanto estiver sendo analisado e com a possibilidade de sua publicação pela Revista Educação e Emancipação;
- Transfiro os direitos autorais do trabalho submetido à Revista Educação e Emancipação, comprometendo-me a não reproduzir o texto, total ou parcialmente, em qualquer meio de divulgação, impresso ou eletrônico, sem que a prévia autorização seja solicitada por escrito à Revista Educação e Emancipação e esta a conceda.

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.










